Joana Guerra


Dados os primeiros passos com “Gralha”, Joana Guerra regressa aos registos de longa-duração em nome próprio com “Cavalos Vapor”.
“Gralha” foi apenas um vislumbre do que a criatividade de Joana Guerra encerra, um registo em nome próprio que expressa na perfeição o que colaborações com João Alegria Pécurto e a integração de Bande à Part apenas transpareciam. Ainda assim, um disco para violoncelo e voz que serviria para aguçar a curiosidade e preparar-nos para o seu “Cavalos Vapor”, registo que compôs em colaboração no formato trio, assimilando violino e percussão na sua câmara.
O novo álbum de Joana Guerra é, assim, o explorar de novos trilhos na arte da composição para a violoncelista, que estende a sua escrita às colaborações do violinista Gil Dionísio e do percussionista Alix Sarrouy, numa narrativa entre o galopante e as lamúrias de cordas a rasgar. Neste registo, encontra-se a linguagem erudita, sabida ao detalhe, em confronto com um folclore familiarmente português, com um entendimento estabelecido no tom sorumbático e negro que pautam as suas oito peças.

 

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